Cinco jogos inesquecíveis entre Real Madrid e Juventus
Rivais nas Semifinais da UEFA
Champions League da atual temporada, Real Madrid e Juventus, equipes que somam 12
títulos da competição, já se enfrentaram 16 vezes na história. Dentre esses
jogos, sempre marcados por um futebol de grande categoria, alguns são
indiscutivelmente marcantes para a história do futebol. Assim, selecionamos cinco
embates (dispostos em ordem de data) entre os Merengues e a Vecchia Signora,
marcados por grandes gols, fatos e resultados, sempre com a presença de craques
fantásticos.
1 – Oitavas da UEFA Champions
League de 1986-1987: Juventus 1(1) x 3(1) Real Madrid
League de 1986-1987: Juventus 1(1) x 3(1) Real Madrid
Após deixarem para trás os
modestos Valur FC e Young Boys, na primeira fase da competição continental, Juventus
e Real Madrid tiveram a infelicidade de se encontrarem nas oitavas de final e a
disputa foi como se poderia prever: apertadíssima. Se, do lado italiano, havia
o talento de jogadores como os meio-campistas Michael Laudrup e Michel Platini,
além do lateral esquerdo e capitão Antonio Cabrini; do outro, o espanhol, havia
as presenças de Jorge Valdano, Emilio Butragueño e Hugo Sánchez.
modestos Valur FC e Young Boys, na primeira fase da competição continental, Juventus
e Real Madrid tiveram a infelicidade de se encontrarem nas oitavas de final e a
disputa foi como se poderia prever: apertadíssima. Se, do lado italiano, havia
o talento de jogadores como os meio-campistas Michael Laudrup e Michel Platini,
além do lateral esquerdo e capitão Antonio Cabrini; do outro, o espanhol, havia
as presenças de Jorge Valdano, Emilio Butragueño e Hugo Sánchez.
Se o primeiro jogo ficou marcado
pelo solitário gol de Butragueño, que, no Santiago Bernabéu, deixou o Real em
vantagem, o segundo não foi muito diferente, com uma diferença lógica: dessa
vez, alguém deixaria o gramado do Estádio Olímpico de Turim com a vaga na fase
seguinte. E o início não poderia ser mais animador para o torcedor alvinegro.
Logo aos oito minutos, aproveitando bela jogada de Massimo Mauro, Cabrini
marcou o gol que inaugurou o placar.
pelo solitário gol de Butragueño, que, no Santiago Bernabéu, deixou o Real em
vantagem, o segundo não foi muito diferente, com uma diferença lógica: dessa
vez, alguém deixaria o gramado do Estádio Olímpico de Turim com a vaga na fase
seguinte. E o início não poderia ser mais animador para o torcedor alvinegro.
Logo aos oito minutos, aproveitando bela jogada de Massimo Mauro, Cabrini
marcou o gol que inaugurou o placar.
No entanto, o resultado assim se
manteve, contrariando as expectativas de um jogo movimentado e conduzindo a
partida à prorrogação. Passado o tempo extra, sem que a bola voltasse a
balançar as redes, a marca penal decidiu o confronto. Se o artilheiro Hugo
Sánchez desperdiçou sua cobrança, Butragueño, Valdano e Juanito marcaram, tendo
visto Sergio Brio, Lionello Manfredonia e Luciano Favero perderem suas chances
e apenas Beniamino Vignola anotar para o time Bianconero.
Ficha Técnica
Árbitro: Dieter Pauly
Público 64.000
Gol: ‘8 Cabrini (Juventus)
Juventus: Tacconi; Favero,
Caricola, Brio, Cabrini; Bonini, Manfredonia, Laudrup (Briaschi), Platini;
Serena e Mauro (Vignola). Téc.: Rino Marchesi
Real Madrid: Buyo; Chendo,
Salguero, Sanchís, Camacho; Míchel, Gordillo (Juanito), Gallego; Valdano,
Sánchez e Butragueño. Téc.: Leo Beenhakker
manteve, contrariando as expectativas de um jogo movimentado e conduzindo a
partida à prorrogação. Passado o tempo extra, sem que a bola voltasse a
balançar as redes, a marca penal decidiu o confronto. Se o artilheiro Hugo
Sánchez desperdiçou sua cobrança, Butragueño, Valdano e Juanito marcaram, tendo
visto Sergio Brio, Lionello Manfredonia e Luciano Favero perderem suas chances
e apenas Beniamino Vignola anotar para o time Bianconero.
Ficha Técnica
Estádio Olímpico de Turim, Turim
Árbitro: Dieter Pauly
Público 64.000
Gol: ‘8 Cabrini (Juventus)
Juventus: Tacconi; Favero,
Caricola, Brio, Cabrini; Bonini, Manfredonia, Laudrup (Briaschi), Platini;
Serena e Mauro (Vignola). Téc.: Rino Marchesi
Real Madrid: Buyo; Chendo,
Salguero, Sanchís, Camacho; Míchel, Gordillo (Juanito), Gallego; Valdano,
Sánchez e Butragueño. Téc.: Leo Beenhakker
2 – Final da UEFA Champions
League de 1997-1998: Real Madrid 1×0 Juventus
Melhores times da competição, Juventus e Real chegaram à final da UEFA Champions League de 1997-1998. No caminho, a Vecchia Signora deixou para trás Manchester United, Kosice, Feyenoord, Dinamo de Kiev e Monaco. Por sua vez, os Merengues bateram Rosenborg, Porto, Olympiacos, Bayer Leverkusen e Borussia Dortmund, então o campeão.
De um lado, havia a mágica de
Zinedine Zidane e Alessandro Del Piero, a força de Edgar Davids e o faro de gol
de Filippo Inzaghi; do outro, a qualidade e eficiência de Redondo e Seedorf, o
talento de Raúl González e a potência de Roberto Carlos. Tudo preparado para um
grande espetáculo. Campeã em 1995-1996 e vice em 1996-1997, a Juventus buscava
o tricampeonato, enquanto o Real, já hexacampeão, buscava um título que insistia
em escapar-lhe às mãos desde o longínquo ano de 1966.
Zinedine Zidane e Alessandro Del Piero, a força de Edgar Davids e o faro de gol
de Filippo Inzaghi; do outro, a qualidade e eficiência de Redondo e Seedorf, o
talento de Raúl González e a potência de Roberto Carlos. Tudo preparado para um
grande espetáculo. Campeã em 1995-1996 e vice em 1996-1997, a Juventus buscava
o tricampeonato, enquanto o Real, já hexacampeão, buscava um título que insistia
em escapar-lhe às mãos desde o longínquo ano de 1966.
Equilibrados em todos os setores,
os rivais proporcionaram o espetáculo esperado, com duelos individuais
assombrosos e uma disputa tática impressionante, proporcionada pelos
treinadores Jupp Heynckes e Marcelo Lippi. No fim das contas, o jogo foi
decidido no mínimo detalhe: o oportunismo de Pedrag Mijatovic, que aproveitou
ressalto de um chute de Roberto Carlos e com muita categoria balançou as redes
do goleiro Angelo Peruzzi.
os rivais proporcionaram o espetáculo esperado, com duelos individuais
assombrosos e uma disputa tática impressionante, proporcionada pelos
treinadores Jupp Heynckes e Marcelo Lippi. No fim das contas, o jogo foi
decidido no mínimo detalhe: o oportunismo de Pedrag Mijatovic, que aproveitou
ressalto de um chute de Roberto Carlos e com muita categoria balançou as redes
do goleiro Angelo Peruzzi.
Ficha Técnica
Estádio Amsterdam Arena, Amsterdã
Árbitro: Hellmut Krug
Público 50.000
Gol: ’67 Mijatovic
Real Madrid: Illgner, Panucci,
Hierro, Sanchís, Roberto Carlos; Karembeu, Redondo, Seedorf; Mijatovic (Suker),
Raúl (Amavisca) e Morientes (Jaime). Téc.: Jupp Heynckes
Hierro, Sanchís, Roberto Carlos; Karembeu, Redondo, Seedorf; Mijatovic (Suker),
Raúl (Amavisca) e Morientes (Jaime). Téc.: Jupp Heynckes
Juventus: Peruzzi; Torricelli,
Montero, Iuliano, Pessotto (Fonseca); Deschamps (Conte), Davids, Di Livio
(Tacchinardi), Zidane; Del Piero e Inzaghi. Téc.: Marcello Lippi
Montero, Iuliano, Pessotto (Fonseca); Deschamps (Conte), Davids, Di Livio
(Tacchinardi), Zidane; Del Piero e Inzaghi. Téc.: Marcello Lippi
3 – Semifinal da UEFA Champions
League 2002-2003: Juventus 3×1 Real Madrid
Detentor do título europeu do ano
anterior, o Real Madrid chegou ao jogo decisivo, em Turim, com a confiança em
alta. Após vencer em casa, por 2×1, os Merengues,
favoritos ao título, chegaram à Itália confiantes em um triunfo. No jogo que
marcou o retorno de Zidane à casa que tanto o aclamara e dedicara o seu amor
(entre 1996 e 2001), os prognósticos foram contrariados, mostrando, mais uma
vez o poder do futebol.
anterior, o Real Madrid chegou ao jogo decisivo, em Turim, com a confiança em
alta. Após vencer em casa, por 2×1, os Merengues,
favoritos ao título, chegaram à Itália confiantes em um triunfo. No jogo que
marcou o retorno de Zidane à casa que tanto o aclamara e dedicara o seu amor
(entre 1996 e 2001), os prognósticos foram contrariados, mostrando, mais uma
vez o poder do futebol.
Sabendo da responsabilidade e das
dificuldades que enfrentaria para conseguir sua classificação, a Juventus saiu
na frente logo no início do jogo. O gol de David Trezeguet, aos 12 minutos,
empatou o placar agregado e colocou o escrete itálico em vantagem pelo critério
do gol marcado fora de casa. Não obstante, a vontade e qualidade da Juve se fizeram presentes e, pouco antes
do intervalo, Del Piero assinalou o segundo gol Bianconero. No segundo tempo, Pavel Nedved marcou o terceiro e no
minuto 89 Zidane diminuiu.
dificuldades que enfrentaria para conseguir sua classificação, a Juventus saiu
na frente logo no início do jogo. O gol de David Trezeguet, aos 12 minutos,
empatou o placar agregado e colocou o escrete itálico em vantagem pelo critério
do gol marcado fora de casa. Não obstante, a vontade e qualidade da Juve se fizeram presentes e, pouco antes
do intervalo, Del Piero assinalou o segundo gol Bianconero. No segundo tempo, Pavel Nedved marcou o terceiro e no
minuto 89 Zidane diminuiu.
Apesar da reviravolta e da classificação
italiana, o jogo também ficou marcado pela suspensão de Nedved, que não pôde
atuar na finalíssima e cuja ausência, certamente, foi muito sentida.
italiana, o jogo também ficou marcado pela suspensão de Nedved, que não pôde
atuar na finalíssima e cuja ausência, certamente, foi muito sentida.
Ficha Técnica
Estádio Delle Alpi, Turim
Árbitro: Urs Maier
Público 67.299
Gols: ’12 Trezeguet, ’43 Del
Piero e ’73 Nedved (Juventus); ’89 Zidane (Real Madrid)
Piero e ’73 Nedved (Juventus); ’89 Zidane (Real Madrid)
Juventus: Buffon; Thuram,
Montero, Tudor, Birindelli (Pessotto); Zambrotta, Tacchinardi, Davids (Conte),
Nedved; Del Piero e Trezeguet (Camoranesi). Téc.: Marcelo Lippi
Montero, Tudor, Birindelli (Pessotto); Zambrotta, Tacchinardi, Davids (Conte),
Nedved; Del Piero e Trezeguet (Camoranesi). Téc.: Marcelo Lippi
Real Madrid: Casillas; Salgado,
Hierro, Helguera, Roberto Carlos; Cambiasso (McManaman), Flávio Conceição
(Ronaldo), Guti, Zidane, Figo; Raúl. Téc.: Vicente Del Bosque
Hierro, Helguera, Roberto Carlos; Cambiasso (McManaman), Flávio Conceição
(Ronaldo), Guti, Zidane, Figo; Raúl. Téc.: Vicente Del Bosque
4 – Oitavas da UEFA Champions
League de 2004-2005: Juventus 2×0 Real Madrid
Comandado por Vanderlei
Luxemburgo, novamente o Real Madrid viajou à Turim com uma vantagem tangencial
na bagagem. Com gol único de Ivan Helguera no jogo de ida, os Merengues
precisavam apenas de um empate e até se seguraram durante muito tempo. Apesar
disso, aos 75 minutos, aproveitando escorada de Zlatan Ibrahimovic, após
cruzamento vindo da ala direita, Trezeguet balançou as redes do goleiro
Casillas.
Luxemburgo, novamente o Real Madrid viajou à Turim com uma vantagem tangencial
na bagagem. Com gol único de Ivan Helguera no jogo de ida, os Merengues
precisavam apenas de um empate e até se seguraram durante muito tempo. Apesar
disso, aos 75 minutos, aproveitando escorada de Zlatan Ibrahimovic, após
cruzamento vindo da ala direita, Trezeguet balançou as redes do goleiro
Casillas.
Com a igualdade no placar, a
partida rumou para prorrogação e, aos 116 minutos, o uruguaio Marcelo Zalayeta
decretou a eliminação do Real Madrid e confirmou que nenhum espanhol avançaria
às quartas de finais da competição naquela temporada.
partida rumou para prorrogação e, aos 116 minutos, o uruguaio Marcelo Zalayeta
decretou a eliminação do Real Madrid e confirmou que nenhum espanhol avançaria
às quartas de finais da competição naquela temporada.
O jogo também ficou marcado por
um entrevero entre Ronaldo e Alessio Tacchinardi, que culminou com a expulsão
de ambos, e nas decisões contestáveis do treinador brasileiro que suplantou o
talento de Zidane e David Beckham por Guti e Santiago Solari.
um entrevero entre Ronaldo e Alessio Tacchinardi, que culminou com a expulsão
de ambos, e nas decisões contestáveis do treinador brasileiro que suplantou o
talento de Zidane e David Beckham por Guti e Santiago Solari.
Ficha Técnica
Estádio Delle Alpi
Árbitro: Marku Merk
Público 68.841
Gols: ’75 Trezeguet e ‘116
Zalayeta (Juventus)
Zalayeta (Juventus)
Juventus: Buffon; Thuram, Zebina,
Cannavaro, Pessotto (Tacchinardi); Zambrotta, Emerson, Camoranesi e Del Piero
(Trezeguet); Ibrahimovic e Zalayeta (Rubén Olivera). Téc.: Fabio Capello
Cannavaro, Pessotto (Tacchinardi); Zambrotta, Emerson, Camoranesi e Del Piero
(Trezeguet); Ibrahimovic e Zalayeta (Rubén Olivera). Téc.: Fabio Capello
Real Madrid: Casillas; Raúl
Bravo, Helguera, Samuel, Roberto Carlos; Gravesen, Beckham (Solari), Figo e
Zidane (Guti); Raúl (Owen) e Ronaldo. Téc.: Vanderlei Luxemburgo
Bravo, Helguera, Samuel, Roberto Carlos; Gravesen, Beckham (Solari), Figo e
Zidane (Guti); Raúl (Owen) e Ronaldo. Téc.: Vanderlei Luxemburgo
5 – Grupo H da UEFA Champions
League de 2008-2009: Real Madrid 0x2 Juventus
Diferentemente dos outros
confrontos citados, a vitória da Juventus contra o Real Madrid já não
consagrava tantos craques na mesma grama e, tampouco, valia grande coisa – a liderança
do grupo, no máximo. Não obstante, é uma das partidas mais rememoradas dos
últimos tempos por um motivo simples: a atuação brilhante de Alessandro Del
Piero.
confrontos citados, a vitória da Juventus contra o Real Madrid já não
consagrava tantos craques na mesma grama e, tampouco, valia grande coisa – a liderança
do grupo, no máximo. Não obstante, é uma das partidas mais rememoradas dos
últimos tempos por um motivo simples: a atuação brilhante de Alessandro Del
Piero.
Autor de dois gols (que quase
foram três), o veterano italiano foi um colírio para os olhos em Madrid. Se com
o tempo perdera a velocidade, sua técnica se mantivera incólume. Com um belo
gol de perna esquerda e uma cobrança de falta magistral, Del Piero mostrou que
a Juventus, que havia retornado da Segunda Divisão em 2006-2007 e ficado em
terceiro lugar no Italiano de 2007-2008, renascera e merecia respeito.
foram três), o veterano italiano foi um colírio para os olhos em Madrid. Se com
o tempo perdera a velocidade, sua técnica se mantivera incólume. Com um belo
gol de perna esquerda e uma cobrança de falta magistral, Del Piero mostrou que
a Juventus, que havia retornado da Segunda Divisão em 2006-2007 e ficado em
terceiro lugar no Italiano de 2007-2008, renascera e merecia respeito.
O resultado? Ovação da torcida
madrilena, que, de pé, aplaudiu sua consagradora substituição no derradeiro
minuto de jogo.
madrilena, que, de pé, aplaudiu sua consagradora substituição no derradeiro
minuto de jogo.
Ficha Técnica
Estádio Santiago Bernabéu, Madrid
Árbitro: Pieter Vink
Público 71.560
Gols: ’17 e ’67 Del Piero
(Juventus)
(Juventus)
Real Madrid: Casillas; Sergio
Ramos, Cannavaro, Heinze (van der Vaart), Marcelo; Diarra, Sneijder (Higuaín),
Guti, Drenthe; Raúl e van Nistelrooy (Saviola). Téc.: Bernd Schuster
Ramos, Cannavaro, Heinze (van der Vaart), Marcelo; Diarra, Sneijder (Higuaín),
Guti, Drenthe; Raúl e van Nistelrooy (Saviola). Téc.: Bernd Schuster
Juventus: Manninger; Molinaro, Mellberg,
Legrottaglie, Chiellini; Marchionni, Sissoko, Tiago, Nedved; Del Piero (De
Ceglie) e Amauri (Iaquinta). Téc.: Claudio Ranieri
Legrottaglie, Chiellini; Marchionni, Sissoko, Tiago, Nedved; Del Piero (De
Ceglie) e Amauri (Iaquinta). Téc.: Claudio Ranieri
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